


Escrito por @Rapha_Limma
Ter, 17 de Janeiro de 2012 21:44
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Saudações camaradas!
Nesse final de semana estava organizando um arquivo com material de crônicas narradas, e para a minha surpresa encontrei o mapa original escrito a mão do meu primeiro mundo organizado de RPG. E também em meio a esses documentos encontrei um mito criacional que tinha feito para justificar o nascer de tal mundo, uma mistura de mitos criacionistas. É bem engraçado encontrar isso nesse momento, pois as crônicas narradas nesse mundo foram todas utilizando o AD&D e o D&D 3ªE. E dizem os boatos que vai surgir uma 5ª Edição do famoso sistema. Mas isso não quer dizer que esteja pensando em narrar novamente o citado sistema, ainda me mantenho aposentando, mesmo com os pedidos para fazer um remake do FF7 que narrei no inicio dos anos 2000. Assim sendo compartilho com vocês o referido texto, e o mapa, que não é o primeiro esboço em grafite, mas sim o desenhando e presenteado a até certo ponto pelo colega Marcos. Não lembro ao certo o total de crônicas narradas, mas o mesmo foi utilizando entre os anos de 1999 a 2006.
Mito de criação
No inicio tudo era uma imensa vastidão vazia e com trevas.
E no imenso vazio de trevas, habitava Anu, uma imensa serpente primordial que era macho e fêmea ao mesmo tempo. E essa serpente após anos de vivencia sobre as trevas, se dividiu em três partes: En-lil, os céus; En-kir, os mundos inferiores e Eanna, a terra; produz o universo, os mares, os montes, os rios e depois de unir-se aos céus e gerado o seu filho, Seto, o espírito do fogo. E o fogo lançou luz sobre o planeta, assim se fez, luz ao dia e a escuridão à noite, e tenha luzes ao céu, para fazer a separação entre dia e noite, e sejam eles sinais, para as estações, dias e anos. Assim surgiu dois grandes luzeiros, o maior para dominar o dia, e o menor para dominar a noite, e fez outros pequenos luzeiros para iluminarem a noite. Assim nascia Malastare, que era ao mesmo tempo a terra aonde os seres que viriam posteriormente viveriam, e o grande Deus Anu.
E o espírito do fogo criou os espíritos regentes de Malastare; Erakris, o espírito da terra; Nemk, o espírito dos ventos, que afastou as trevas de Malastare; Atíris, o espírito da água; e Hedra, espírito da vida. Após criar os espíritos regentes, Seto decidira criar os seres viventes, aqueles que deveriam habitar o belo mundo que Anu criou. Mas o primeiro ser vivente de Malastare nasceu do amor de Erakris e Hedra; Inana, a Elfa, o primeiro ser gerado para viver em Malastare, aquela que deveria desfrutar da criação de Anu; Inana era bela, a mais bela de todas que viriam a nascer, ela era graciosa e humilde, e adorava a liberdade e as coisas belas da natureza e os sentimentos nobres, ela era o equilíbrio entre o bem e o mal. Assim a mando de Seto, Erakris fez brotar a grande arvore de Yudin, e dos galhos da arvore mãe nasceu os primeiros Elfos.
Mas após algumas eras imortais, alguns Elfos se mostraram egoístas e ambiciosos, e em particular um deles, Écran, este começou a demonstrar sentimentos egoístas e reprovativos por parte dos espíritos, ele questionava a autoridade de Inana, perante os elfos. Então ele começou a elaborar um plano para destronar a rainha e assumir seu lugar, mas os espíritos não permitiram, e Seto teve que intervir pela segurança da rainha. Então Seto condenou Écran a viver nas profundezas do mundo inferior, como guardião dos portões dos doze infernos, locais para onde iriam todos que atentassem contra a ordem e a moral. Hedra, não ignorou os seus filhos, e tentou varias vezes recorrer a Seto sobre sua decisão, mas seus apelos sempre foram ignorados, e Hedra tomada pela fúria, corrompeu os Elfos fiéis a Écran e os colocou contra os espíritos. E com o passar dos tempos esses Elfos foram perdendo a beleza e a arte da criação dos espíritos, e aos poucos se tornaram em criaturas horrendas, que só tinham ódio no coração aos qual Hedra chamou de Orc’s. Tais criaturas se reproduziam, e rapidamente se espalharam pelo grande continente. Os espíritos observaram a conduta amoral de Hedra e decidiram tomar uma medida contra o mal que crescia em seu mundo. Então Seto, a assassina, partindo seu corpo em dois pedaços, e declara todo o mal destruído, mas Erakris ao ver sua amada morta, decide ressuscitá-la, e enviá-la ao mundo inferior para que ela possa viver sua pos vida longe de Seto, pois nenhum dos espíritos pode descer ao mundo inferior, ao chegar ao mundo inferior Hedra teve seus poderes de vida transformados nos dons da morte, então ela cede parte dos seus poderes a Écran e o transforma em senhor dos mundos inferiores, assim ela passou a ser o espírito dos mundos inferiores, local onde ela jamais poderá sair, e ver o seu amado. A partir dos últimos fatos Seto designou Nemk como guardião da entrada terrena do mundo inferior, que se localiza na ilha de amonrray.
Assim os espíritos regentes decidem criar novos seres viventes para a terra, E o espírito do fogo disse: façamos o homem, para que ele desfrute das belezas e riquezas, de nossa criação, e que o mesmo tenha domínio sobre os peixes do mar e as aves do céu. Então Seto ordena que cada espírito crie os seres competentes ao seu elemento, e mais um raça que deva viver em harmonia com os Elfos, mais que esses sejam imperfeitos, pois a perfeição de Anu só foi cedida aos Elfos, e que essas novos seres respeitem a Inana, como rainha única de Malastare. Então Atíris criou os seres aquáticos que habitariam os lagos, rios e oceanos; Seto criou os homens, criaturas com pouca expectativa de vida mais com uma extraordinária coragem, que muitos acreditam ser herança de Seto, e que será determinante em grandes momentos históricos de Malastare; Erakris criou os anões, seres com grande resistência e com um dom incomum para as artes com metais e gemas preciosas, e lhe deu as montanhas como casas, e também criou os pequenos e grandes animais terrestres; e Nemk criou as aves e os homens do sul, que eram diferentes dos homens criados por Seto apenas por sua ampla sabedoria. E seto da chama da liberdade criou os filhos de Seto, os Eridus, que preparariam os homens que deveriam viver longe da ambição dos antigos, os Eridus guiaram e protegeram os homens até a formação de sociedades humanas, e após a formação de sociedades os Eridus jamais foram vistos na terra, muitos acreditam que eles terminaram sua tarefa e retornaram a Seto.
É nesse mito cosmogonico que se inicia a história de malastare, pois esse mito tem algo de incomum, pois ele é aceito por todas as civilizações, desde os Elfos aos Orc’s.
